Que o Rio de Janeiro é um dos destinos mais cobiçados pelos gringos nós já sabemos. Mas a verdade é que, apesar de todas as notícias que vemos no dia a dia, ele continua sendo o sonho de consumo de muitos brasileiros. Conhecida mundialmente como a “Cidade Maravilhosa”, a capital fluminense tem um clima único e uma alegria contagiante que abraça qualquer visitante.
Fomos curtir um final de semana nesse lugar incrível no início de maio, entre os dias 6 e 9. Por ser outono, o calor já não estava tão intenso quanto na alta temporada e até pegamos um pouco de chuva, o que é totalmente normal na região. Mesmo assim, a temperatura do mar estava deliciosa e deu para aproveitar bastante as praias de Copacabana, Ipanema e Leme.
Fazia tempo que eu planejava essa viagem, e escolhemos essa data por um motivo muito especial: o aniversário do Paulinho, meu esposo. Já adianto que, para quem quer comemorar o aniversário em grande estilo e com uma energia sem igual, o RJ é o destino certeiro. Que lugar encantador!
Claro que, como em toda grande metrópole, é preciso ficar atento e ter cuidado com os pertences. Porém, a nossa experiência geral foi maravilhosa e vou contar cada detalhe logo adiante.
O que fazer no Rio de Janeiro em um final de semana
A grande maioria dos turistas estrangeiros que visitam o estado costuma dividir o roteiro entre a capital e as cidades vizinhas, como Búzios e Angra dos Reis. Como a nossa estadia foi de sexta a segunda-feira, tínhamos o tempo mais corrido. Por isso, optamos por focar apenas nas principais atrações e praias da cidade maravilhosa.
Confira a seguir como organizamos nossos dias e as melhores dicas para aproveitar o Rio ao máximo!

Nossa viagem até o RJ
Nossa jornada começou no Aeroporto de Araçatuba, de onde partimos às 05h35 com a Azul Linhas Aéreas. Fizemos uma conexão supertranquila em Campinas (Viracopos), desembarcando por volta das 06h35.
Após uma breve espera, embarcamos às 09h10 no voo com destino ao Rio. Pousamos no Aeroporto Internacional do Galeão (GIG) às 10h10 daquela sexta-feira, dia 7 de maio.
Galeão ou Santos Dumont: Qual aeroporto escolher?
Aqui vai uma dica de ouro para quem planeja viajar para a capital fluminense: nós descemos no Galeão, que fica mais afastado da Zona Sul. Para sair de lá em direção a Copacabana, bairro onde ficamos hospedados, o trajeto passa pela Linha Vermelha e pela Avenida Brasil (aquela famosa via que deu nome à novela da Globo). O caminho acaba margeando algumas comunidades e áreas mais movimentadas da cidade.
Em uma próxima oportunidade, pretendemos desembarcar no Aeroporto Santos Dumont. Além de ser famoso por ter uma das vistas de pouso mais lindas do mundo, ele fica colado ao centro. Isso facilita muito o deslocamento e deixa a corrida de aplicativo bem mais barata.
Chegando em Copacabana: Trânsito e custos do Uber no Rio de Janeiro
Como o nosso hotel ficava a cerca de 22 km do Galeão, optamos por pedir um Uber. O valor da corrida deu R$ 86,00. Aliás, uma coisa que nos chamou a atenção é que o transporte por aplicativo no Rio de Janeiro costuma ter um preço salgado se comparado a outras cidades.
Pegamos um trânsito bem caótico, algo super comum na capital, mas o fluxo fluiu relativamente bem pelas avenidas principais. Por volta das 11h da manhã, já estávamos fazendo nosso check-in, prontos para aproveitar o fim de semana.
Perrengue de viagem
Desembarcamos no Rio de Janeiro com aquela expectativa lá no alto, mas viagem que se preza sempre tem um perrengue básico para contar, não é? E o nosso começou logo na esteira de bagagens.
A nossa intenção inicial era viajar apenas com a bagagem de mão. Porém, como o voo estava completamente lotado, a equipe da Azul nos ofereceu o despacho gratuito por estarmos no Espaço Azul. Como parecia vantajoso, aceitamos prontamente.
O grande erro? Assim que desembarcamos, a nossa única preocupação era achar a saída e chamar o carro de aplicativo. Do jeito que a bagagem veio na esteira, eu simplesmente peguei e saí andando. Fica o primeiro aviso de viajante: nunca façam isso! Confiram tudo antes de sair da área de desembarque.
O flagrante na recepção do hotel
Eu estava tão distraída que acomodei a bagagem no banco da frente do Uber, ao lado da do Paulo, e nem notei nada de errado. A ficha só caiu quando chegamos ao hotel.
Imagine a cena: o saguão do hotel lotado de turistas gringos e eu entrando com a minha mala completamente estourada, abrindo no meio do caminho. Naquela hora, entre o choro e o riso, preferi levar na esportiva e dar risada da situação, afinal, já não havia muito o que fazer.
Como eu não percebi o estrago logo após o pouso no RJ, perdi a oportunidade de abrir uma reclamação imediata no balcão da companhia aérea.
O resultado dessa história? Tive que fazer a viagem de volta para Araçatuba segurando a mala quebrada praticamente no colo. Expliquei a situação para a equipe da Azul no aeroporto e, como o avião estava cheio de novo, eles abriram uma exceção para que ela seguisse comigo na cabine. No fim das contas, a solução foi aposentar a guerreira e comprar uma mala novinha para as próximas aventuras.

Onde ficar no Rio de Janeiro
Como a nossa viagem foi decidida meio em cima da hora, a disponibilidade de vagas nos hotéis da Zona Sul estava bem concorrida. O nosso grande desejo era ficar na Avenida Atlântica, de frente para a Praia de Copacabana, e, por sorte, encontramos quartos disponíveis no renomado Rio Othon Palace.
Para o período de 6 a 9 de maio, o valor total da nossa estadia foi de R$ 1.314,03, já com o café da manhã incluso. Ficamos acomodados no 9º andar em um quarto com varanda lateral. Mesmo não sendo o quarto frontal, a vista era espetacular e dava para contemplar o mar perfeitamente, garantindo aquela sensação deliciosa de estar coladinho na praia.
O hotel é imenso e, durante a nossa estadia, reparamos que cerca de 90% dos hóspedes eram estrangeiros. O quarto nos surpreendeu positivamente por ser muito espaçoso e limpo, a equipe se mostrou superatenciosa e o café da manhã, supercompleto e variado, é servido em um ambiente com um panorama lindo para a praia. Amamos a experiência e recomendamos de olhos fechados!
Skylab e o terraço no 30º andar
Um dos grandes destaques do Rio Othon Palace fica no 30º andar. É lá que está localizado o famoso Restaurante Skylab, que une uma gastronomia de alta qualidade a um cenário de tirar o fôlego da cidade maravilhosa. Se você quer contemplar o Rio de Janeiro do alto a qualquer hora do dia, esse é o lugar certo.
Além do restaurante, o terraço abriga a piscina do hotel, a sauna e um espaço superinstagramável que conta com um balanço lindo, perfeito para garantir cliques inesquecíveis da viagem.
Localização na Praia de Copacabana RJ
Estar na Avenida Atlântica é um facilitador imenso. O entorno do hotel é repleto de bares, quiosques e restaurantes excelentes. Para curtir a Praia de Copacabana, basta atravessar a avenida, e um ponto superpositivo é que o hotel disponibiliza toalhas de praia para os hóspedes.
Essa localização é perfeita para quem escolhe viajar sem carro alugado e pretende se locomover de Uber ou transporte público, já que muitas atrações ficam por perto. E se você curte um passeio ao ar livre, a dica de ouro é alugar uma das bicicletas compartilhadas da cidade e pedalar sem pressa pela ciclovia da orla.
- Link do Hotel em que nos hospedamos: Rio Othon Palace Hotel
| ONDE FICAR NO RIO DE JANEIRO | RESERVAS |
|---|---|
| Hilton Rio de Janeiro Copacabana | Reserve aqui |
| Fairmont RJ Copacabana Hotel | Reserve aqui |
| Novotel Rio de Janeiro Leme | Reserve aqui |
| Copacabana Palace Hotel | Reserve aqui |
| Windsor Copa Hotel | Reserve aqui |
| Ipanema Inn Hotel | Reserve aqui |
| Hotel PortoBay Rio de Janeiro | Reserve aqui |
Aniversário do Paulinho
No sábado de manhã, fomos surpreendidos pelo serviço de quarto batendo à nossa porta. Para a nossa grata surpresa, a equipe do hotel trouxe um bolinho delicado para parabenizar o Paulo pelo seu aniversário.
Achei a iniciativa de uma delicadeza enorme, já que eu não havia solicitado nenhum serviço especial ou aviso prévio; eles mesmos checaram os dados do check-in e prepararam o mimo por conta própria. E o melhor de tudo: foi uma cortesia genuína do hotel, um daqueles detalhes que fazem toda a diferença na experiência do hóspede e tornam a estadia ainda mais memorável.

Lugares para conhecer no RJ
Organizar um roteiro pelo litoral do Rio de Janeiro é uma delícia, mas o tempo curto nos obrigou a fazer algumas escolhas. A Barra da Tijuca e o Leblon estavam nos nossos planos, mas fomos alertados por um motorista de aplicativo que um grande festival na região havia deixado o trânsito completamente caótico. Optamos por focar na Zona Sul e não nos arrependemos. Confira a nossa experiência pelas praias que visitamos.
Copacabana
Não dá para viajar à cidade maravilhosa e não caminhar pelo calçadão de Copacabana. A orla é linda e a energia é contagiante! No domingo, a avenida principal fica fechada para carros e liberada apenas para pedestres e ciclistas. Alugamos bicicletas e foi um passeio incrível, onde pudemos admirar a fachada do imponente e histórico hotel Belmond Copacabana Palace. Sobre o mar: muitos dizem que a água é congelante, mas achei a temperatura bem agradável para um mergulho.
Dica de segurança: Embora a orla seja policiada, o bairro em si exige muita atenção. Nos fins de semana, o fluxo aumenta e ocorrem furtos rápidos (os famosos furtos de oportunidade). Nós nos prevenimos: saímos apenas com um celular escondido sob a roupa, deixamos relógios e até as alianças no hotel. Não presenciamos nenhuma abordagem violenta, mas a atenção precisa ser redobrada.
Outro ponto de atenção é que, ao se afastar da avenida da praia para ir aos restaurantes, a realidade social do bairro fica mais evidente, com muitas pessoas em situação de rua, o que traz um aspecto um pouco mais pesado e descuidado para algumas vias internas. Por isso, se você preza por um ambiente mais tranquilo ao sair do hotel, recomendo buscar hospedagem em Ipanema ou no Leme.

Praia do Leme
Se você me perguntar qual foi a praia mais gostosa da viagem, a resposta é categórica: o Leme. No domingo de manhã, pedalamos de ponta a ponta por Copacabana até chegarmos à famosa Pedra do Leme. Que lugar espetacular.
O clima por lá é muito mais residencial, pacato e familiar. Sentimo-nos superseguros para caminhar com o celular na mão e registrar várias fotos. A Avenida Atlântica no trecho do Leme abriga ótimos hotéis, e embora o comércio e a variedade de restaurantes sejam menores do que na vizinha Copa, vale muito a pena se hospedar ali pela tranquilidade e se deslocar apenas para as refeições principais.
Atenção: O mar no Leme costuma ser um pouco mais agitado e com ondas fortes, então se estiver viajando com crianças, o cuidado deve ser redobrado.

Ipanema
Visitamos Ipanema no sábado debaixo de um céu bem nublado, mas o charme do lugar continuava intacto. Logo começou a chuviscar, mas percebemos que ninguém saía da areia. O clima no Rio tem dessas coisas: em um minuto o céu fecha, cai uma chuvinha e, logo em seguida, o sol se abre novamente. Se o tempo virar, não vá embora correndo; espere uns minutinhos que o tempo limpa.
Tanto no sábado quanto no domingo, achamos a Praia de Ipanema muito mais sossegada do que Copacabana. O cenário é repleto de moradores correndo com seus cachorros e jogando futevôlei, transmitindo uma sensação de segurança e leveza muito boa.

Pôr do sol no Arpoador
Assistir ao entardecer nas pedras do Arpoador é um clássico imperdível. O único dia de sol firme que pegamos foi o domingo, e fomos correndo para lá no fim da tarde. O poente estava um pouco mais tímido do que o habitual devido às nuvens baixa na linha do horizonte, mas o visual panorâmico da costa continua sendo um momento mágico.
Para chegar ao topo e garantir um bom lugar, é preciso subir por um trecho de pedras desalinhadas. Aqui vai um conselho de amiga: vá de tênis! Vi muitas pessoas de chinelo de dedo reclamando bastante do caminho.
Como o meu equilíbrio não é dos melhores e tenho um certo receio de andar em superfícies irregulares perto do mar, achei o trajeto um pouco desafiador. Para completar o meu histórico de “Priscila sendo Priscila”, acabei me desequilibrando e caí sentada em cima de um cacto! Felizmente, não foi nada grave, garantiu boas risadas e, segundo o Paulinho, o caminho é supertranquilo e eu é que tenho uma forte tendência a levar tombos criativos. Valeu cada segundo pelo visual.

Lugares que conhecemos
Como a nossa viagem foi de apenas um fim de semana, sabíamos que seria impossível conhecer tudo. Por isso, precisamos fazer escolhas estratégicas.
Optamos por deixar o famoso Bondinho do Pão de Açúcar para uma próxima oportunidade. Como o nosso hotel já oferecia um panorama espetacular da costa e o Bondinho costuma ficar excessivamente lotado nos dias de folga, preferimos otimizar o tempo. Em vez de enfrentar longas filas, escolhemos focar em dois cartões-postais históricos e fascinantes que eram nossos grandes sonhos de consumo.
A clássica Confeitaria Colombo
Nossa primeira parada foi na icônica Confeitaria Colombo, localizada no Centro histórico. Entrar ali é como fazer uma verdadeira viagem no tempo, direto para o período da Belle Époque. A arquitetura com espelhos belgas e vitrais imensos é de impressionar qualquer um.
Apesar de ser um local muito disputado pelos turistas, a experiência de tomar um café cercado por tanta história vale cada minuto. É o cenário perfeito para relaxar e, claro, garantir fotos belíssimas.
Parque Lage
Outro lugar imperdível que visitamos foi o Parque Lage, que fica aos pés do Morro do Corcovado. O casarão antigo, que abraça uma piscina central com vista para o Cristo Redentor, tem uma atmosfera mágica e muito charmosa. O espaço é cercado por uma área verde lindíssima da Mata Atlântica. É o passeio ideal para quem busca contato com a natureza, cultura e cenários extremamente fotogênicos no Rio.
O Parque Lage é realmente deslumbrante, mas há um detalhe importante que todo viajante precisa saber antes de ir: o acesso ao palácio principal exige planejamento. Atualmente, existem duas formas de visitá-lo:
- Agendamento prévio: Você pode reservar o dia e o horário da sua visita diretamente pelo site oficial. O ingresso tem um valor simbólico de R$ 10,00 por pessoa.
- Consumo no Café: A outra opção é consumir no charmoso Plage Café, que fica no pátio interno do casarão. Escolhendo essa alternativa, você não precisa pagar a taxa de entrada do agendamento.
Nossa experiência no Plage Café
Como nós não havíamos feito a reserva com antecedência, optamos por encarar a fila para tomar café da manhã no local. Esperamos por cerca de 45 minutos até conseguir uma mesa, mas posso garantir que a espera valeu super a pena.
A comida é deliciosa, o ambiente ao redor da piscina é único e o atendimento nos surpreendeu positivamente foi, sem dúvidas, o serviço mais atencioso e simpático que recebemos durante toda a nossa viagem pelo Rio. Se você tiver um tempinho extra no roteiro, recomendo muito viver essa experiência gastronômica e cultural.

Vale fazer uma ressalva bem importante para quem planeja ir para lá: apesar de levar “Café” no nome, o cardápio do Plage Café é muito mais voltado para um brunch caprichado ou um almoço completo. Eles servem refeições de verdade, com pratos bem estruturados, fugindo daquela proposta de cafeteria tradicional a que estamos acostumados no dia a dia. Então, vá com fome porque vale a pena.
Outra dica de ouro envolve o clique mais cobiçado do Parque Lage. Para conseguir aquela famosa foto centralizada, bem em frente à piscina com o Cristo Redentor ao fundo, costuma haver uma fila imensa e demorada.
Quando cheguei e vi o tamanho da fila, confesso que bateu aquele desânimo. Mas como eu fazia muita questão de registrar o momento ali, decidi usar a criatividade: me posicionei um pouco mais na lateral do pátio e consegui um ângulo lindo, com uma perspectiva incrível do casarão. Garanti a minha recordação dos sonhos sem precisar perder tempo em pé esperando apenas para sair exatamente no centro da imagem. Fica a sugestão para quem quer otimizar o passeio.
Alugar bicicleta no RJ
Uma das melhores formas de explorar a Zona Sul é sobre duas rodas. Assim como em várias outras grandes cidades brasileiras, o sistema de bicicletas compartilhadas funciona supervem por lá. Nós utilizamos as famosas bikes do Itaú e a experiência não poderia ter sido mais prática: encontramos uma estação de retirada no mesmo quarteirão do nosso hotel. Aliás, em bairros como Copacabana e Ipanema, há pontos de locação praticamente a cada esquina.
Fizemos todo o processo de liberação direto pelo aplicativo no celular. O plano escolhido custou R$ 20,00 e nos dava o direito de pedalar por até duas horas seguidas ao longo de dois dias.
Dica de viagem
Para aproveitar o passeio sem pressa, traçamos uma estratégia bem simples: retiramos as magrelas perto do hotel, demos uma boa volta de Copacabana até o Leme e as devolvemos na estação de lá. Assim, pudemos curtir a praia tranquilamente, sem a preocupação de deixar o tempo correndo no aplicativo.
Mais tarde, após relaxar na areia, pegamos novas bicicletas no bolsão do Leme, pedalamos até Ipanema e, no fim do dia, ainda tivemos fôlego para retornar a Copacabana e fazer a devolução pertinho da nossa hospedagem.
Se você está montando o seu roteiro, aqui vai uma dica imperdível: vale muito a pena programar esse passeio para o domingo. Nesse dia, as pistas da Avenida Atlântica coladas ao calçadão ficam completamente fechadas para os carros.
A via se transforma em um imenso parque linear à beira-mar, onde moradores e turistas dividem o espaço a pé, de patins ou de bicicleta. É a oportunidade perfeita para vivenciar a atmosfera do rj de um jeito leve, seguro e extremamente agradável!

Restaurantes que conhecemos no RJ
A gastronomia carioca é um capítulo à parte e, durante o nosso fim de semana, dividimos nossas refeições entre o conforto do hotel, um almoço cultural e o clássico clima dos botecos locais.
Restaurante Skylab do Rio Othon Palace
Como desembarcamos na sexta-feira bem perto da hora do almoço, decidimos começar a viagem em grande estilo no Skylab, o restaurante que fica no 30º andar do nosso hotel. A experiência foi tão positiva que ele acabou virando nosso refúgio noturno.
Naquele fim de semana, a Prefeitura do Rio estava promovendo um festival gratuito na areia de Copacabana, com direito a show do Seu Jorge. Inicialmente, acompanhamos o som direto do nosso quarto, mas decidimos descer para sentir a energia de perto. No entanto, a orla estava excessivamente lotada e, ao sinal de um início de confusão, preferimos não arriscar e voltamos correndo para a segurança do hotel.
Por conta disso, jantamos no Skylab tanto na sexta quanto no sábado. E olha, foi uma escolha perfeita! Saborear pratos deliciosos com aquela vista iluminada de Copacabana e o mar ao fundo tornou as nossas noites inesquecíveis. No total, somando o almoço de chegada e os dois jantares no hotel, gastamos por volta de R$ 300,00, um excelente custo-benefício pela estrutura e exclusividade.
Almoço a tarde no Parque Lage
No sábado, como estendemos nossos passeios pela cidade, o almoço acabou saindo mais tarde do que o habitual. Aproveitamos a nossa visita ao Parque Lage para comer por lá mesmo, no Plage Café. Nossa refeição ficou na casa dos R$ 80,00, fechando o combo perfeito de ambiente charmoso e comida saborosa.
Boteco Belmonte Copacabana
Já no domingo, decidimos vivenciar uma experiência legitimamente carioca e fomos almoçar no famoso Boteco Belmonte. O lugar é superdisputado, vive lotado e ostenta ótimas avaliações na internet, e agora nós entendemos o porquê.
Foi um momento delicioso. Apostamos nos clássicos petiscos de comida de boteco, acompanhados de drinks muito bem preparados. O clima é incrivelmente gostoso e descontraído. A nossa conta por lá ficou em torno de R$ 200,00, um valor super justo para a qualidade do serviço e dos produtos. Valeu cada centavo.

Quanto gastamos no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é aquele tipo de destino que costuma oferecer passagens aéreas com preços acessíveis, mas o custo de vida por lá é relativamente alto. O transporte por aplicativo não é barato e a alimentação também exige uma boa pesquisa, embora tudo dependa muito do seu estilo de viagem e de onde você escolhe fazer suas refeições.
No meu caso, há um detalhe importante: eu não como peixe e evito frequentar restaurantes especializados em frutos do mar. Por isso, optamos por não comer nos quiosques da praia. A nossa melhor saída foi concentrar as refeições no hotel e no Boteco Belmonte, que servem aquela comida de boteco deliciosa e que agrada a todos.
Em relação aos deslocamentos, o nosso gasto total com Uber ficou em aproximadamente R$ 250,00, e olha que nem circulamos tanto assim, focamos mais na Zona Sul.
Segurança no RJ
Apesar de tudo o que a mídia veicula e de sabermos que a segurança pública é um desafio enfrentado por diversas cidades brasileiras, confesso que eu e o Paulo nos sentimos muito calmos na maior parte do tempo. Para nós, a sensação foi muito parecida com a de estar em São Paulo.
É claro que fomos precavidos. Optamos por usar transporte por aplicativo em vez de alugar um carro, como costumamos fazer em outros destinos, justamente por não conhecermos bem a geografia da região e para evitar entrar por engano em alguma comunidade.
A verdade é que, em termos de segurança, os cuidados fundamentais são os mesmos de qualquer grande metrópole: não dá para andar distraído, ostentando joias ou com o celular dando bobeira na mão.
Se você tem o sonho de conhecer a capital fluminense, não deixe o medo te parar. Apenas faça as malas e vá, porque o lugar é exuberante e cada cenário vale o investimento. Nós simplesmente amamos a nossa estadia. Não é à toa que esse pedaço do Brasil é o favorito dos turistas estrangeiros. O Rio, apesar de todos os contrastes, continua lindo, vibrante e inesquecível!



